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Árvore Cambuí (Myrciaria tenella)A árvore Cambuí

Origem do nome: palavra indígena que significa folha que cai; que se desprende.

O Cambuí (Myrciaria tenella) é uma espécie belíssima da grande família das mirtáceas, cujos parentes mais conhecidos são a goiabeira, a jabuticabeira, a pitangueira e o eucalipto tinhoso

O Cambuí costuma recompensar os longos anos de crescimento cobrindo-se de flores brancas muito miudas. Neste período de novembro e dezembro ou até um pouco mais tarde de acordo com a região, sua presença pode ser sentida à distância pelo intenso perfume que exala, muito atraente às abelhas.

Em janeiro, o Cambuí ganha um novo colorido proporcionando pelos milhares de frutos vermelhos, quase roxos, que é uma festa para os olhos, o paladar e para o olfato e para os pássaros, que festejam a farta alimentação com entusiasmada cantoria.

As mirtáceas geralmente têm folhas pequenas e tronco marmorizado e descamante de 20 a 30 cm de diâmetro.

Sua madeira é tão dura que costuma ser utilizada em cabos de martelo, caibros de barracões e em muitos instrumentos agrícolas, As crianças colhem suas forquilhas para fazer estilingues. As mulheres transformam as espessas ramagens em excelentes vassouras para áreas de terra. Os carros-de-boi com eixo feitos a partir do tronco da árvore cambuí eram os que produziam o choro mais melodioso e bonito aos ouvidos.

Apesar de tanta vitalidade é uma árvore de aparência muito delicada, o que contribuiu para que hoje ela seja conhecida apenas como nome de bairro.

Formar um cambuí não é fácil: a muda originária da semente só fica pronta para ser transposta para o local definitivo após 8 meses em ambiente semi-sombreado. Mesmo assim sua viabilidade germinativa é muito curta.

O fato de essa árvore crescer muito devagar os coloca em risco maior de desaparecimento

O engenheiro agrônomo Hari Lorenzi, autor do livro As Árvores Brasileiras, chama a atenção para a importância ecológica da planta. Para ele, o Cambuí é indispensável em reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas de preservação permanente.

É uma árvore extremamente ornamental. Seu tronco decorativo presta-se bem para o paisagismo, especialmente em arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas. Seus frutos são comestíveis e procurados por várias espécies de aves, daí, não seria nenhum delírio imaginar o Cambuí, bairro, enfeitado com Cambuí árvore.

 

A origem do bairro

Campinas nasceu a partir da trilha aberta pelos tropeiros que, vindos da região de Sorocaba ou de S. Paulo e Jundiaí para as terras de Goiases faziam dos pequenos descampados (ou campinhos como eram chamados), no meio de uma ainda densa Mata Atlântica, lugar de descanso. Daí a origem do nome da cidade, relacionado aos três campinhos que se desenvolveram às margens de rios. Os "campinhos" ou "campinas" eram espaços diferenciados em relação à densa mata atlântica que cobria toda a região. Campinas teve, portanto, seu nome gerado por uma característica natural de exceção.

Um dos caminhos que ligava o Largo de Santa Cruz até o atual Laurão, passava pela Rua Cel Quirino onde havia um bosque de cambuis.

Nos meses de janeiro a março esses arbustos enchiam-se de milhares de frutos vermelhos, quase roxos que eram uma festa para os olhos e muito apreciados pelos viajantes.

Outro pouso que servia de abrigo às tropas com destino às terras de Goiás, ficava na junção das avenidas Norte-Sul com Moraes Sales.

O surgimento de um caminho entre esses dois pontos foi inevitável, já que era repleto de cambuís, que lhes ofereciam frutas e sombra.

A fama do lugar fez com que os tropeiros o identificassem territorialmente, dando lhe o nome de Cambuí.

O bairro não tinha o 'glamour' que tem hoje. Por ficar numa região próxima ao centro da cidade, era usado como refúgio para os marginalizados da sociedade nascente.

No Largo de Santa Cruz, atual Praça XV de Novembro, havia a forca, o pelourinho além de grande quantidade de casas de comércio, armazéns de gêneros da terra e bebidas, olarias, depósitos, sem contar as casas de prostituição, pois eram paradas de tropeiros que seguiam para Goiás.

Com a construção da estrada de ferro, usada como meio de transporte, os fazendeiros, barões do café, procedentes de Itu, Porto Feliz, Taubaté, entre outras trouxeram suas famílias para a cidade e o Cambuí foi o bairro que acolheu essa elite. Antes um bairro habitado por prostitutas e negros (ex-escravos), que ocupavam cortiços e espaços desvalorizados, o bairro Cambuí foi tomado pela burguesia, que afastou os antigos moradores para longe. Começava a surgir, informalmente um bairro de chácaras de alto padrão. As propriedades eram amplas para que abrigassem famílias numerosas com grande criadagem.

No começo do século XX o Cambuí já tinha uma nova fisionomia: uma região nobre formada por chácaras senhoriais que dava um novo aspecto ao bairro.

A partir dos anos 40, o bairro passa a sofrer mudanças para ampliar as zonas residenciais conquistando uma melhor condição de urbanização. Surgem as mansões e os sobrados para atestar que no lugar vive a sociedade campineira abastada. Nessa época convivem no bairro, não só a tradicional aristocracia agrária, como também famílias que enriqueceram graças às atividades comerciais e industriais, bem como os profissionais liberais.

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